Camaçarí / BA - 05 de Novembro de 2026
Publicado em 04/11/2026 21h32

Brasil segue com maior juro real do mundo após Copom manter Selic em 13,75%

Após decisão do Copom, taxa real chega a 9,49% ao ano e supera a da Turquia, segunda colocada, em 1,72 ponto percentual
Por: Metrópole/ TV Revista

Banco Central do Brasil BACEN - Copom - Metrópoles

 

O Brasil segue na liderança do ranking mundial de juros reais, com uma taxa de 9,49% ao ano. O país ampliou a vantagem em relação à Turquia, segunda colocada, que registra 7,77%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4/11), após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano. 

O levantamento da MoneYou, em parceria com a Lev Intelligence, considera as taxas de juros praticadas em 40 economias, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses. Na comparação com o levantamento anterior, divulgado em setembro, o Brasil aumentou a distância para o segundo colocado de 1,66 para 1,72 ponto percentual. 

A mudança também ocorreu entre os países que aparecem nas primeiras posições. Em setembro, a Rússia ocupava o segundo lugar. Agora, aparece em quarto, com juros reais de 6,57%. A Argentina subiu para a terceira posição, com 6,80%. 

A taxa brasileira subiu de 8,45% no levantamento anterior para 9,49% nesta quarta-feira. O resultado considera a Selic mantida pelo Banco Central e as expectativas de inflação para o período. 

Veja o ranking de juros reais

  • Brasil: 9,49%

  • Turquia: 7,77%

  • Argentina: 6,80%

  • Rússia: 6,57%

  • Colômbia: 4,05%

  • Indonésia: 3,67%

  • México: 3,26%

  • África do Sul: 2,93%

  • Hungria: 2,04%

  • Chile: 1,69%

  • Israel: 1,47%

  • República Tcheca: 1,24%

  • Coreia do Sul: 0,97%

  • Polônia: 0,92%

  • Hong Kong: 0,78%

  • França: 0,63%

  • Malásia: 0,62%

  • Bélgica: 0,50%

  • Itália: 0,50%

  • Dinamarca: 0,49%

  • Espanha: 0,48%

  • Estados Unidos: 0,46%

  • Portugal: 0,38%

  • Alemanha: 0,31%

  • Holanda: 0,30%

  • Áustria: 0,27%

  • Reino Unido: 0,27%

  • Grécia: 0,25%

  • China: 0,21%

  • Canadá: 0,00%

  • Cingapura: -0,08%

  • Índia: -0,09%

  • Filipinas: -0,12%

  • Tailândia: -0,24%

  • Taiwan: -0,39%

  • Austrália: -0,44%

  • Nova Zelândia: -0,44%

  • Japão: -0,76%

  • Suíça: -0,78%

  • Suécia: -4,87%

Decisão do Copom

A manutenção da Selic em 13,75% ao ano interrompeu uma sequência de cinco cortes consecutivos promovidos pelo Banco Central em 2026. Desde março, o Copom havia reduzido a taxa básica em 0,25 ponto percentual por reunião.

A decisão foi unânime e ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre a economia brasileira. No comunicado, o colegiado mencionou a elevação das expectativas de inflação, a desvalorização do real e a desaceleração mais acentuada da atividade econômica doméstica.

O Copom afirmou que o cenário exige serenidade e cautela na condução da política monetária. O Banco Central também indicou que continuará acompanhando os indicadores econômicos para manter o nível de restrição necessário à convergência da inflação para a meta.

“O contexto atual, caracterizado por taxa Selic substancialmente contracionista, aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução”, pontuam os diretores.

Comente essa notícia