
João Batista da Silva, de 75 anos, aguarda há oito dias por uma transferência hospitalar na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santo Antônio, no bairro de Roma, em Salvador. Ele está internado desde 23 de outubro, após apresentar fortes dores na coluna e nas pernas. Segundo a família, foi constatada a presença de um tumor nas costas, e o paciente precisa ser transferido para um hospital que ofereça suporte adequado para o tratamento.
O filho dele, Gilberto Batista da Silva, de 43 anos, relata que o pai tem dificuldades até para ficar em pé devido à intensidade das dores. Apesar da necessidade de transferência, a regulação ainda não foi efetivada. A família também procurou a Defensoria Pública na tentativa de agilizar o encaminhamento.
“Meu pai está internado na UPA de Santo Antônio desde o dia 23, exatamente oito dias, sentindo fortes dores na coluna e nas pernas. É tanta dor que mal consegue ficar em pé. Já foi constatado que está com um tumor nas costas e que já era para ele estar em um hospital, mas infelizmente ainda está na UPA, esperando a regulação, que não sai. Já demos entrada na Defensoria, mas até agora nada”, contou Gilberto.
Além da preocupação com o estado de saúde do idoso, a espera também tem provocado dificuldades para os familiares, que precisam se revezar no acompanhamento durante a internação. A família é de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
“Sem contar na aflição de todos, que têm que estar se deslocando para ficar sempre com ele. Alguns moram longe, teve que vir até a filha do interior para ajudar a cuidar dele, porque senão ia ficar difícil para uma ou duas pessoas só”, relatou.
Ainda segundo Gilberto, o pai precisa receber medicação constantemente para controlar as dores. Quando o efeito dos remédios passa, o sofrimento volta a se intensificar. “Tem que estar tomando medicação, porque, quando passa o efeito, é muita dor. Ele fica quase sem suportar. Estamos nessa luta”, disse.
A reportagem procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) para obter informações sobre a situação do paciente e a previsão de transferência, mas não recebeu retorno até o momento da publicação. O espaço segue aberto.