Camaçarí / BA - 16 de Setembro de 2026
Publicado em 15/09/2026 13h43

Em sessão do STF, Fux e Mendonça dizem que há uma "PF paralela"

Fux afirmou que "nunca se imaginou a PF peitar um ministro do STF", e Mendonça alegou que a corporação "monitora ministros"
Por: Metrópole/ TV Revista

Ministros Luiz Fux e André Mendonça

 

O ministro Luis Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou na sessão do plenário nesta terça-feira (15/9) que a Polícia Federal (PF) tem “instrumentalizado posições para degradar a Corte”. Fux e o ministro André Mendonça disseram que há uma “PF paralela”. 

“Nunca se imaginou a PF peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E era isso que estava acontecendo. Sem prejuízo dela instrumentalizar posições para degradar a Corte. Tudo começou ali [com relatórios da PF sobre a conduta de Mendonça]. E nós entendíamos que nós devíamos tomar uma posição para estancar isso — como o ministro Gilmar se expressou perante o Planalto”, disse Fux. 

“Nós temos a maior admiração pela Polícia Federal. Eu sou juiz há 50 anos. A Polícia Federal sempre trabalhou em prol do Poder Judiciário, o que não pode é a PF trabalhar contra o Poder Judiciário. Instrumentalizar pessoas para sustentarem posições contra o Poder Judiciário”, complementou Luis Fux. 

André Mendonça interveio e concordou com o colega, afirmando que há uma “PF paralela, com monitoramento de ministros”. “Não pense que vossa excelência [Gilmar Mendes] está a salvo, não”, disse Mendonça. 

“Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo destes desvios praticados pela Polícia Federal. E por isso nós entendemos. E, ministro Gilmar, se não me falha a memória, vossa excelência foi ao Planalto para dizer que eles eram responsáveis pela crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer”, continuou Fux, se referindo a relatórios da PF sobre 

A sessão do plenário desta terça-feira (15/9) decide se será aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no âmbito do escândalo do Banco Master. Os ministros Nunes Marques e Dias Toffoli se declararam suspeitos.

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