Camaçarí / BA - 27 de Agosto de 2026
Publicado em 26/08/2026 21h16

Habib’s entra em recuperação judicial após crise e dívida de R$ 265,2 milhões

Processo reúne 178 pessoas jurídicas ligadas ao grupo Gennius
Por: Correio da Bahia

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O Grupo Habib’s entrou com um pedido de recuperação judicial na segunda-feira (24), na Justiça de São Paulo, após declarar uma dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão que autorizou o processamento do pedido foi tomada pelo juiz Jomar Juarez Amorim, que nomeou a consultoria KPMG para atuar como administradora judicial.

 

O processo reúne 178 pessoas jurídicas ligadas ao grupo Gennius, além dos sócios Alberto Saraiva e Belchior Saraiva. De acordo com a empresa, a inclusão dos dois está relacionada à atividade rural desenvolvida por eles, que teria ligação direta com a cadeia produtiva do conglomerado. As informações são da Folha de São Paulo. 

Fazem parte do pedido dez empresas franqueadoras e holdings de participação, 17 sociedades de estrutura operacional, seis churrascarias Tendal, 119 unidades do Habib’s e 26 lojas da marca Ragazzo.

 

Em nota enviada à Folha, o Grupo Habib’s afirmou que a recuperação judicial tem como finalidade garantir a sustentabilidade e a continuidade do 

negócio no longo prazo. A empresa também informou que as operações seguem normalmente, sem alterações no atendimento aos clientes, na rotina ou na qualidade das unidades.

 

Segundo o grupo, entre os fatores que contribuíram para a crise estão os impactos provocados pela pandemia de Covid-19, a expansão das plataformas de delivery, que teria prejudicado o desempenho das lojas físicas, e o aumento das taxas de juros nos últimos anos.

A companhia também apontou o avanço da taxa Selic, que passou de 4% para cerca de 15%, como um dos fatores que elevaram os custos para captação de recursos e para a rolagem das dívidas.

 

Na decisão, o juiz determinou a suspensão das ações de execução de dívidas contra as empresas envolvidas no processo. Também foi estabelecido que os credores não poderão suspender ou interromper contratos em razão do pedido de recuperação judicial.

 

Por outro lado, a Justiça negou o pedido de liberação de recebíveis bancários que foram cedidos como garantia fiduciária. Nesse tipo de operação, o devedor transfere temporariamente ao credor direitos sobre determinados créditos ou ativos financeiros.

 

A partir da decisão, o conglomerado terá 60 dias para apresentar um plano de reestruturação. Caso o prazo não seja cumprido, poderá ser iniciado um processo de falência.

 

O Grupo Habib’s afirmou ainda que, apesar do processo, mantém o compromisso com suas marcas e com a continuidade de suas atividades. "Presente na vida dos brasileiros há quase 40 anos, a companhia segue comprometida com a força de suas marcas, a evolução de seu negócio e a continuidade de uma história construída ao lado de milhões de brasileiros", afirmou.

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