Camaçarí / BA - 22 de Agosto de 2026
Publicado em 22/08/2026 16h01

Ex-chefe de gabinete de Lula pediu pintura de mais de R$600 mil para lobista investigada pelas fraudes no INSS

Quadro de 100 mil euros teria sido pedido pelo ex-assessor, que também recebeu R$ 217 mil em despesas pessoais pagas pela lobista investigada por fraudes no INSS
Por: Bnews

Lula e Marcola - Reprodução/Redes Sociais

 

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula (PT), Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, pediu de um presente para a lobista Roberta Luchsinger um quadro de 100 mil euros (cerca de R$ 600 mil na cotação atual). Na época, ele ainda trabalhava junto com o presidente. As informações são do jornal Estadão.

Luchsinger intermediava negócios de empresários junto ao governo federal. Ela pagou cerca de R$ 217 mil em despesas pessoais de Marcola, porém,  o valor do quadro solicitado chega a representar quase o triplo dessas despesas.

De acordo com o Estadão, a defesa de Marcola afirmou que não teve acesso à íntegra dos autos e do inquérito, “que vem sendo parcialmente vazado com objetivo de distorcer o próprio teor da investigação”.

Marcola deixou o governo Lula em junho, quando foi deslocado para atuar na campanha de reeleição do petista, porém, ao aparecer nas investigações, ele se afastou do cargo.

O ex-chefe de gabinete de Lula admitiu que recebeu transferências, mas disse que se tratavam de “empréstimo pessoal”, que foi “contraído e quitado”.

Nas conversas, a PF identificou que a lobista  enviou a Marcola uma lista de demandas de interesse dela junto ao governo federal e recebeu, em resposta, o recado para conversarem ao telefone.

Segundo o Estadão, neste diálogo, registrado no dia 19 de dezembro de 2024, Roberta enviou uma foto do quadro e disse que estava sendo emoldurado para entrega. Marcola pergunta: “E meu quadro?? Kkk”. Roberta, então, lhe respondeu que seria entregue na próxima semana e mistura a conversa com a intermediação dos negócios dela junto ao secretário-executivo do Ministério da Saúde, Swerdenberger Barbosa.

Segundo a lobista, a arte ficava no Carrousel du Louvre, referência ao centro comercial subterrâneo anexo ao Museu do Louvre, em Paris.

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