Camaçarí / BA - 29 de Julho de 2026
Publicado em 29/07/2026 10h05

REFEITÓRIO DO MEDO: funcionários denunciam intoxicação alimentar no Hospital Roberto Santos após refeições; contrato de prestação de serviço é de R$ 4 milhões

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, vive um cenário de descaso inaceitável. Profissionais que deveriam estar cuidando da saúde da população estão adoecendo por causa da própria alimentação servida na unidade.
Por: Redação Alô Juca

O Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), em Salvador, vive um cenário de descaso inaceitável. Profissionais que deveriam estar cuidando da saúde da população estão adoecendo por causa da própria alimentação servida na unidade.

 

Episódios recorrentes de intoxicação alimentar atingiram dezenas de médicos, enfermeiros e funcionários, que relatam sintomas como diarreia intensa, náuseas e dores abdominais após as refeições. Enquanto os servidores sofrem com alimentos sob suspeita de estarem estragados, a falta de providências efetivas transformou o refeitório do maior hospital público da Bahia em um risco para quem trabalha na unidade de saúde.

 

O que chama a atenção é que a Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) paga R$ 4 milhões mensais em dinheiro público à empresa Líder Brasileira em Grupo de Serviços (LGBS) para garantir a alimentação no hospital.

 

Mesmo com profissionais afastados por dias devido ao mal-estar, a Sesab e a direção do HGRS afirmam que não há irregularidades, com base em laudos que negam contaminação. No entanto, 13 casos já foram notificados oficialmente.

 

Até o momento, a resposta da direção do hospital foi considerada insuficiente e se limita apenas a "reuniões semanais" com a empresa, sem apresentação de um plano efetivo de punição ou substituição do serviço questionado.

 

Em nota, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) informou que a empresa responsável pelo fornecimento do serviço de nutrição no Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) foi contratada por meio de processo licitatório, em conformidade com a legislação vigente e com a observância de todos os critérios técnicos e legais estabelecidos.

 

Para assegurar o cumprimento das obrigações contratuais, a direção do Hospital Geral Roberto Santos mantém fiscalização permanente sobre a execução do serviço, acompanhando o atendimento aos protocolos exigidos para o fornecimento de alimentação na unidade.

 

Segundo a Sesab, assim que foi identificada uma inconformidade, o fiscal do contrato acionou imediatamente a empresa responsável, que encaminhou amostras dos alimentos consumidos para análise laboratorial. Os testes realizados, no entanto, não identificaram qualquer inconformidade ou contaminação nas amostras analisadas.

 

A Sesab reafirmou o compromisso com a oferta de uma assistência segura e de qualidade, tanto para os pacientes quanto para os profissionais que atuam no Hospital Geral Roberto Santos, e informou que seguirá monitorando de forma permanente os serviços prestados na unidade.

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