O baiano é suspeito de comandar uma milícia envolvida em crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e receptação de peças de veículos roubados, em Feira de Santana, segunda maior cidade da Bahia.
Binho Galinha foi preso no dia 3 de outubro de 2025, dois dias após ser considerado foragido da Justiça, no contexto da Operação Anômico, desdobramento da Operação El Patrón, deflagrada pela PF.
Segundo as investigações, o grupo liderado pelo parlamentar utilizava empresas de fachada para lavar dinheiro proveniente de atividades criminosas, incluindo a venda de peças de carros roubados em uma loja de autopeças em Feira de Santana.
Atualmente o deputado está custodiado em uma sala de Estado-Maior, no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
Entendimento do STF
A prisão foi mantida após entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) de que o foro por prerrogativa de função se aplica apenas a crimes cometidos durante o exercício do mandato e relacionados à função parlamentar.
Segundo a decisão, crimes anteriores ao mandato ou sem relação direta com a atividade política devem ser julgados pela primeira instância. A Justiça destacou ainda que a maioria dos ilícitos investigados contra o deputado seriam anteriores ao atual mandato.
Com o encerramento da fase de instrução, o processo segue agora para as alegações finais da acusação e da defesa. Caso haja condenação, as penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão.
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