Camaçarí / BA - 27 de Maio de 2026
Publicado em 27/05/2026 10h19

Fraude no INSS: PF mira grupo suspeito de esconder fortuna de aposentados

A ação tem como foco aprofundar apurações sobre possível ligação entre os alvos da operação e organizações criminosas envolvidas em fraudes contra beneficiários do INSS.
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Operação Sem Refino Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta quarta-feira (27/5), nova fase da operação que investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Ao todo, são cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares nas seguintes unidades federativas: Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal. As fraudes foram denunciadas pelo Metrópoles.

As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os investigadores, a ação tem como foco aprofundar apurações sobre possível ligação entre os alvos da operação e organizações criminosas envolvidas em fraudes contra beneficiários do INSS.

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As ordens judiciais foram expedidas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

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Entre os alvos da operação, estão Rogério Soares de Souza – apontado como elo de uma das entidades associativas investigadas e com suposta relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” –, Gutemberg Tito de Souza, Zacarias Canuto Sobrinho, Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano, Carlos Henrique da Rocha Gonçalves, Américo Monte Júnior, Felipe Macedo Gomes, Igor Dias Delecrode, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Everaldo Felício de Macedo Junior.

A investigação também tem como alvo entidades associativas suspeitas de participação nas irregularidades, entre elas a Unibap, em Brasília; a Abenprev-SP; Amar Brasil Clube de Benefícios; Master Prev; Aasap; e a Aandapp, além de ex-servidores do INSS.

A operação busca esclarecer suspeitas de ocultação e dilapidação patrimonial, estratégia usada para esconder bens e dificultar eventual bloqueio de valores obtidos de forma ilegal. As  diligências policiais apontam esquema de descontos não autorizados aplicados diretamente em aposentadorias e pensões. A suspeita é que entidades e empresas realizavam cobranças indevidas sem consentimento dos beneficiários.

Durante a ação, policiais apreenderam documentos, equipamentos eletrônicos e materiais que serão analisados para identificar o fluxo financeiro do esquema e a participação de novos envolvidos.

 

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