Camaçarí / BA - 09 de Maio de 2026
Publicado em 04/05/2026 20h20

Farra do INSS: PGR pede que delação premiada de Camisotti seja refeita

O documento foi entregue a Mendonça, que ainda não deliberou sobre a manifestação. O parecer ocorre após o ministro consultar a PGR quanto ao acordo celebrado pela PF com o empresário.
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EMPRESÁRIO MAURÍCIO CAMISOTTI É APONTADO COMO BENEFICIÁRIO DE FRAUDES DA FARRA DO INSS - METRÓPOLES

 

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que a delação do empresário Maurício Camisotti seja refeita.

Camisotti é investigado no Inquérito da Farra do INSS. O empresário firmou acordo de delação premiada ao confessar fraudes e desvios em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), conforme já mostrou o Metrópoles.

O entendimento da PGR é de que o acordo feito pela Polícia Federal (PF) não tem validade jurídica, e o órgão sugeriu ao ministro relator que o acordo seja refeito com sua participação. A informação foi confirmada pela coluna

O documento foi entregue a Mendonça, que ainda não deliberou sobre a manifestação. O parecer ocorre após o ministro consultar a PGR quanto ao acordo celebrado pela PF com o empresário.

Farra no INSS

  • escândalo do INSS foi revelado pelo Metrópoles em uma série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2023.
  • Três meses depois, o portal mostrou que a arrecadação das entidades com descontos de mensalidade de aposentados havia disparado, chegando a R$ 2 bilhões em um ano, enquanto as associações respondiam a milhares de processos por fraude nas filiações de segurados.
  • As reportagens do Metrópoles levaram à abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) e abasteceram as apurações da Controladoria-Geral da União (CGU).
  • Ao todo, 38 matérias do portal foram listadas pela PF na representação que deu origem à Operação Sem Desconto, deflagrada no dia 23 de abril do ano passado e que culminou nas demissões do presidente do INSS e do ministro da Previdência, Carlos Lupi.
  • Delação

    Maurício Camisotti decidiu colaborar ao confessar a existência de fraudes no esquema da Farra do INSS, que lesou aposentados e pensionistas.

  • Investigadores da PF ouviram o empresário, dono de companhias nas áreas de seguros e planos de saúde.

    Segundo a investigação, ele controlava três entidades: a Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos (Ambec), a União dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (Unsbras) e o Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas (Cebap).

  • Essas instituições tinham como diretores estatutários funcionários e parentes de executivos do grupo de empresas de Camisotti.

    Juntas, somente no último ano, elas faturaram R$ 580 milhões. O montante chega a R$ 1 bilhão quando considerado o período desde 2021.

 

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