Camaçarí / BA - 23 de Outubro de 2026
Publicado em 19/10/2026 19h54

Primeiro debate entre Lula e Flávio Bolsonaro é marcado por ataques e acusações

Candidatos do PT e do PL protagonizaram embate acalorado, na noite deste domingo (18), em confronto na Band
Por: Correio 24h/TV Revista

Candidatos do PT e do PL protagonizaram embate acalorado, na noite deste domingo (18), em confronto na Band

 

O primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado pela Band, neste domingo (18), foi marcado por ataques pessoais, acusações de corrupção, críticas às trajetórias políticas dos adversários e constantes interrupções. 

Em meio à troca de provocações, os presidenciáveis quase não aprofundaram as propostas sobre temas como segurança pública, economia e saúde. 

Flávio Bolsonaro concentrou boa parte de suas intervenções nas críticas ao governo federal, sobretudo nas áreas econômica e de segurança pública. O senador procurou associar Lula a suspeitas de irregularidades e questionou os resultados da gestão petista. “O PT governa este País há 20 dos últimos 24 anos. Eu pergunto: A sua vida melhorou ou piorou?”, disse. “O Brasil já escolheu e vai escolher a mudança”, completou. 

Lula, por sua vez, direcionou ataques à família Bolsonaro, questionou as relações do adversário com fraudes bancárias e fez associações do senador com milícias do Rio de Janeiro. O presidente também criticou a proximidade da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Flávio respondeu que “não tem nada a esconder” e devolveu as acusações ao petista. 

Um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a discussão sobre suspeitas envolvendo o INSS. Lula relacionou Flávio ao Careca do INSS, enquanto o senador citou suspeitas da Polícia Federal contra Roberta Luchsinger e Fábio Luis da Silva, o Lulinha, filho do presidente. 

O confronto evoluiu para um bate-boca, com interrupções e acusações mútuas. “Só estou esfregando algumas verdades na sua cara”, afirmou Flávio. 

Na segurança pública, o candidato do PL defendeu o endurecimento das leis, a classificação de facções criminosas como organizações “narcoterroristas” e a retomada de territórios dominados pelo crime organizado. Também propôs a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos e a castração química de condenados por estupro. “Por que você não pensa nas vítimas?”, questionou o candidato do PL ao oponente. 

Lula defendeu as medidas adotadas por seu governo no combate ao crime organizado e ressaltou a importância da PEC da Segurança Pública. O presidente também se posicionou a favor da ressocialização de detentos, enquanto Flávio afirmou que o petista demonstra maior preocupação com os direitos dos criminosos do que com os das vítimas. 

As provocações se estenderam à discussão sobre o Sistema Único de Saúde (SUS). Lula criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro durante a pandemia e chamou o adversário de “palhaço” e “malandro carioca” em diferentes momentos do debate. Flávio reconheceu erros na gestão de saúde do pai, mas defendeu a incorporação de novas tecnologias ao SUS, com o objetivo de alcançar um atendimento “padrão Einstein”. 

Na economia, Flávio voltou a criticar o que classificou como “gastança” do governo federal. O senador também apresentou propostas de mobilidade urbana e de acesso a oportunidades de emprego por meio de ferramentas digitais. Lula, por outro lado, salientou indicadores econômicos de sua gestão e mencionou programas voltados aos microempreendedores. 

O fim da escala 6x1 e as relações internacionais também entraram na pauta, mas acabaram ofuscados pelas provocações. 

Ao longo do confronto, Flávio buscou apresentar sua candidatura como alternativa à continuidade do governo petista, enquanto Lula procurou associar o adversário ao histórico político de Jair Bolsonaro. O tom agressivo prevaleceu sobre a discussão de propostas, com sucessivas acusações e ataques pessoais dos dois lados.

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