Camaçarí / BA - 18 de Março de 2026
Publicado em 16/03/2026 09h04

Bolsonaro tem 'melhora da função renal' e segue na UTI sem previsão de alta, dizem médicos

Ainda segundo o DF Star, o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram a pneumonia, "de provável origem aspirativa".
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Bolsonaro segue estável, mas teve piora renal e alta de marcador inflamatório

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral e teve "uma melhora da função renal" nas últimas horas.

Em nota enviada à imprensa neste domingo (15/3), o Hospital DF Star, onde ele está internado, detalha que o ex-presidente "evoluiu com estabilidade clínica".

No entanto, Bolsonaro teve uma "nova elevação de marcadores inflamatórios no sangue", o que exigiu "ampliar a cobertura dos antibióticos".

Além da mudança no tratamento medicamentoso, ele segue fazendo "hidratação endovenosa, fisioterapia motora e medidas de prevenção de trombose venosa".

"Não há previsão de alta da UTI neste momento", completa o texto.

O ex-presidente deu entrada no hospital na sexta-feira (13/3), após exames confirmarem que ele tem uma broncopneumonia.

Condenado a 27 anos de prisão por golpe de Estado, Bolsonaro foi autorizado a ir ao hospital pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após se sentir mal em sua cela.

Ainda segundo o DF Star, o ex-presidente foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram a pneumonia, "de provável origem aspirativa".

A broncoaspiração ocorre quando algum conteúdo do estômago, saliva ou alimentos entra nas vias respiratórias e chega aos pulmões, podendo provocar inflamação e, em alguns casos, evoluir para pneumonia.

Antes de ser levado ao hospital, Bolsonaro chegou a ser examinado no próprio 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, onde cumpre pena, segundo a decisão do STF que autorizou a saída do ex-presidente.

"Bolsonaro apresentou quadro súbito de mal-estar em sua cela e, após avaliação clínica inicial realizada no próprio local, foi constatada a necessidade de remoção hospitalar", escreveu o ministro Alexandre de Moraes na decisão.

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