Pré-candidato ao governo do Estado pelo União Brasil, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto reagiu ontem (24) aos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo IBGE, que apontam a Bahia com o segundo salário médio mais baixo do Brasil. Segundo o levantamento, os trabalhadores baianos recebem, em média, R$ 2.284 por mês.
Vale lembrar que, na edição anterior da pesquisa, entre 2024 e 2025, a Bahia tinha o terceiro menor valor. Em 2025, foi superada pelo Ceará (R$ 2.394) e caiu uma posição no ranking nacional dos rendimentos de trabalho, ficando acima apenas do Maranhão (R$ 2.228).
Ao comentar os dados, Neto atribuiu o resultado às sucessivas gestões petistas no estado e à atual administração estadual. “Até quando a gente vai continuar vendo notícias como essa e fingindo que os 20 anos de PT na Bahia não têm nada a ver com isso?”, questionou o pré-candidato, principal opositor do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Economia
O ex-prefeito também relacionou o desempenho econômico ao governo Jerônimo Rodrigues. “Segundo a pesquisa, a situação da Bahia piorou durante a gestão de Jerônimo Rodrigues, sendo ultrapassada pelo Ceará. Perceberam que com Jerônimo no governo a Bahia só desce a ladeira?”, voltou a indagar Neto.
Em sua fala, Neto comparou os rendimentos da Bahia com os de outros estados. “A média salarial do Brasil é R$ 1.300 a mais do que a Bahia. Já o trabalhador do Rio de Janeiro recebe quase o dobro do trabalhador baiano”, disse.
O ex-prefeito questionou os motivos para o cenário apresentado: “O que explica isso? Por que todos esses estados conseguem pagar bem mais para os seus trabalhadores e a Bahia não consegue?”.
ACM Neto afirmou também que os números refletem diretamente na realidade de muitas famílias baianas. “Depois de 20 anos do PT, nós somos obrigados a ver jovens, pais e mães de família, trabalhadores do interior tendo que deixar a Bahia para buscar oportunidades melhores em outros estados”, declarou o ex-prefeito.
Neto projetou um cenário diferente para o estado. “Eu acredito numa Bahia onde o filho do trabalhador, o filho do pobre tenha o direito de sonhar mais alto e ter condição de realizar esse sonho aqui, sem precisar ir embora”, completou.