Nesta sexta-feira, durante o tradicional cortejo de Monte Gordo, a oposição liderada pelo ex-prefeito Elinaldo mostrou que segue viva, organizada e em movimento. Um ano após deixar a prefeitura, Elinaldo voltou às ruas ao lado do seu grupo político e demonstrou algo que poucos conseguem fora da máquina pública: capacidade de mobilização.
Antes do cortejo, representantes do governo e da oposição haviam acordado que não haveria trio elétrico no percurso, justamente para garantir um evento organizado e sem interferências políticas. O acordo foi quebrado. O governo levou um trio e tentou posicioná-lo à frente do grupo de oposição, numa clara tentativa de separar e reduzir a visibilidade da participação oposicionista no cortejo.
A manobra ocorreu em meio ao fato do governo não ter conseguido mobilizar suas próprias lideranças. Eventos políticos recentes têm sido marcados por baixa presença de apoiadores. Houve até uma força-tarefa do secretário de Relações Institucionais, Ademar Lopes, ligando para secretários e pedindo mobilização às pressas, sob a justificativa de que Elinaldo chegaria forte ao evento. Ainda assim, o grupo governista apareceu esvaziado, reflexo da insatisfação e da falta de valorização interna na gestão.
O trio foi usado como tentativa de minimizar o impacto visual da oposição. O representante oposicionista, Luiz Mário, tentou dialogar, lembrando que havia acordo. A resposta foi de que se tratava de “ação institucional”, o que não se sustentou, já que o som alto e o locutor chamavam repetidamente pelo nome do prefeito.
A Polícia Militar foi acionada para escoltar o grupo de oposição, prática que infelizmente já vem se repetindo desde os desfiles cívicos. Até a coordenadora de eventos utilizou o microfone do trio para atacar o grupo liderado pelo ex-prefeito Elinaldo.
Diante da reação firme da oposição, o líder do governo, o vereador Tagner Cerqueira correu para gravar vídeo alegando “invasão do cortejo”. Não procede! O que houve foi quebra de acordo, tentativa de manobra política e resistência legítima de quem não aceita ser silenciado.